Quarta-feira, 6 de Maio de 2009

Maio, mês de Maria

As vezes se dizem que é chato, outras vezes que não é propriamente fiche...outros dizem que é de mulher, outros que é superstição...Rezar o terço é uma exercicio espiritual, é um dizer amo-te a Deus 50 vezes...
Se experimentas a reza-lo por uma semana todos os dias nunca vais deixar....

e tu? rezas o terço?

....aqui vai um incentivo a rezar o terço todos os dias, sobretudo neste mês....

Boa Visão....



Terça-feira, 13 de Maio de 2008

precisamos de Santos

Precisamos de santos que estejam no mundo e saibam saborear as coisas puras e boas do mundo, mas que não sejam mundanos. (Papa João Paulo II).
Precisamos de santos sem véu ou batina. Precisamos de santos de calças de ganga e ténis. Precisamos de santos que vão ao cinema, ouvem música e passeiam com amigos.
Precisamos de santos que coloquem Deus em primeiro lugar e que se matam de estudar na faculdade.
Precisamos de santos que tenham tempo diário para a oração e que saibam namorar na pureza e castidade, ou que consagrem sua castidade. (photo from http://www.arte2000.net/artisti/elmuz/ita/home_it.htm)
Precisamos de santos modernos, santos do século XXI, com uma espiritualidade inserida em nosso tempo.
Precisamos de santos comprometidos com os pobres e com as necessárias mudanças sociais. Precisamos de santos que vivam no mundo, que se santifiquem no mundo, que não tenham medo de viver no mundo.
Precisamos de santos que bebam coca-cola e comam hot dog, que usem jeans, que sejam internautas.
Precisamos de santos que amem apaixonadamente a Eucaristia e que não tenham vergonha de tomar uma cervejinha ou comer uma pizza nos fim-de-semana com os amigos.
Precisamos de santos que gostem de cinema, de teatro, de música, de dança.
Precisamos de santos sociáveis, abertos, normais, amigos, alegres, companheiro.
Pe Nino

Já sei namorar!!!

E aí malta, vocês também entraram nessa de andar cantarolando: Já sei namorar?

De uma forma ou de outra, estamos metidos na onda, ainda que sem perceber.

E sabem como? Primeiro, vem aquela fase do tenho que aprender a beijar, ou seja, beijar muitoooooo!!, e assim vamos seguindo os instintos, sem fazer uma leitura um pouquinho mais apurada de nós mesmos. Contando, é claro, com o incentivo da onda do momento.Desta forma, nossos relacionamentos vão se tornando um verdadeiro copinho descartável só serve uns minutos, naquela noite, depois... LIXO!!! Então, vamos tornando nossa afectividade uma lixeira sem perceber. E ninguém pára, vai apenas acumulado restos estragados que não servem nem para olhar quanto mais para tirar boas coisas, aprendizado, amadurecimento.Na verdade, sorrateiramente, buscamos no namoro apenas o prazer, privando-nos assim da beleza de uma experiência do autêntico amor humano, dom de Deus para as nossas vidas. Daí surgem as competições entre homens e mulheres, a mentalidade de que temos que tirar proveito do outro. Um ALERTA, infelizmente esse tipo de relacionamento não faz ninguém feliz, por isso não é o que Deus quer para nós. No fundo, todos querem um namoro legal com uma pessoa gente boa, através do qual, juntos, se possa crescer e ser feliz. Para isso, um bom início é pedir o auxílio do Espírito Santo, que nos liberte de toda mentalidade distorcida, dos apegos a coisas tão pequenas como aparência ou dinheiro, carro, etc. Dentro de todo mundo rola esse negócio de medo, mil pensamentos, reservas, será que vou me ferir de novo? meu negócio é ser de todo mundo e todo mundo é de ninguém(?). Seja amigo de Deus, como São José foi, e olha só com quem ele se casou: a mulher mais perfeita que o mundo já conheceu. Que o amava, mesmo sabendo que ele era pecador.Não se pode esquecer que é preciso cultivar a amizade, até os estudiosos dizem isso. É através da amizade que vamos nos conhecendo reciprocamente, não se ama o que não se conhece. Vamos descobrindo a riqueza que é o outro e revelando a nossa. Então, o sentimento começa a tomar forma; e a nossa razão, livre dos enganos das paixões, vai nos fazendo discernir o que realmente sentimos um pelo outro. Isso, unido à oração para colhermos o tempo de Deus juntos é muito giro.Deus é amor, portanto, para amar é preciso ficar grudado em Deus, que transforma o egoísmo em altruísmo. Para que a gratuidade das delicadezas e a feliz renúncia encontre um lugar em nossas vidas. Nossa Senhora, para todo namoro autenticamente cristão, será uma força, na castidade e nos desafios do dia-a-dia. Não é fácil, mas com os dons que Deus nos dá, poderemos ser essa luz que brilha no mundo e nadar contra a correnteza, fazendo as coisas de modo diferente da maioria das pessoas. Amor também é criatividade, espontaneidade, é disso que surgem as pequenas alegrias, que vão embelezando e dando prazer à vida.
Pe. Nino

Quarta-feira, 16 de Janeiro de 2008

DE SANTAREM A GENEBRA


Olá, sou o João, e sou uma das muitas pessoas que no dia 27 de Dezembro, de madrugada, partiu de Santarém, rumo a Genebra, na Suiça, para participar na Peregrinação de Confiança na Terra, mais vulgarmente conhecido como encontro Europeu de Taizé.
Taizé, para quem não sabe, é uma comunidade ecuménica localizada em França, onde o foco central é Cristo.
Algo que me tocou neste encontro, e nos outros em que já participei, foi o facto de as pessoas abrirem a porta, confiando assim as suas casas e as suas vidas a pessoas até aquela altura completamente desconhecidas. Isto revela uma grande abertura e confiança nas outras pessoas, e uma confiança em Deus, pois como dizia o irmão Roger, confiar em Deus e confiar nas pessoas são duas coisas que estão ligadas. Acabei por ficar acolhido em casa de uma senhor chilena, com outro rapaz russo. A princípio, há sempre a incerteza, mas com o crescimento desta confiança, através das orações comunitárias, tudo se vai tornando melhor.
Para mim, a grande mensagem destes encontros é uma mensagem de confiança e de reconciliação. Acredito ser possível um mundo com pessoas reconciliadas, a viverem com um mesmo objectivo, e penso que esta visão é muito forte nestes encontros, nos trabalhos, e nas orações.
Não poderia deixar de aconselhar todos a irem a um destes encontros, e ainda mais a ir a Taizé, e quem sabe, talvez para o ano, um de vocês esteja aqui a contar a vossa experiência.

João Barreiro

Sábado, 22 de Dezembro de 2007

O sentir Deus


Há experiências maravilhosas.
Sentimentos que se reavivem e palavras que ficam;
Há alegrias escondidas
E tristezas partilhadas;
Lágrimas vertidas ao som de uma voz pura, nunca antes escutada;
Há o silencio onde nos ouvimos e escutamos
E esse aconchego chega, dado por TI,
Como se não houvesse mais nada.
Há gargalhadas de conhecimento e pulos de contentamentoMomentos de interiorização
Sabendo que a força és TU e TÁS cá DENTRO!!!!!
Há ideias que se aclaram,
FÉ que rejuvenesce,
Moral que se eleva
Sabendo que és TU o caminho certo!!
A TI agradeço ó Cristo, por este sentir nunca sentido
Por esse chorar nunca chorado, por falar como nunca tinha falado,Por rezar como nunca tinha rezado,
Por valorizar como nunca tinha valorizado,
E a VÓS (voçês sabem quem) por vos ter encontrado!!
AMO-VOS"
Dário Antunes

Quarta-feira, 19 de Dezembro de 2007

Retiro de Natal


Palavras que ficam, sentimentos que emocionam, pessoas que jamais serão esquecidas.

Orar em silencio gritante, lagrimas derramadas, vozes que nos tocam, canções que nos animam, gargalhadas que despertam, testemunhos que nos aproximam e nos unem...

Obrigado.

Dario

Segunda-feira, 14 de Maio de 2007

Silêncio

Aos Cartuxos

«[…]Mas por sob todo este linguajar – que palavra essencial?
A que saldasse uma angústia. A que respondesse à procura
de uma vida inteira. […] Mesmo Deus retira-se para
além de Deus. A procura intérmina ofegante. Silêncio


Vergílio Ferreira, Para Sempre



Falar sobre o silêncio é já, de algum modo, quebrá-lo, pelo menos através da palavra dita ou escrita, ou seja, através da linguagem ou linguagens. Mas será que o silêncio significa a ausência de som? Significa o silêncio a não-verbalização? Será que o silêncio começa onde acaba o discurso dito ou escrito? Sim e não. Do ponto de vista físico, certamente que sim. Quando nos calamos ou quando não escrevemos, fazemos “silêncio”. Podemos falar de uma cessão do ruído. Mas será que fazemos silêncio de facto? Existe um silêncio absoluto? Pode o silêncio ser silenciado?
O silêncio não é absoluto. Não há silêncio absoluto. O silêncio é uma posição. Consiste numa posição de escuta e não corresponde à anulação total da linguagem, enquanto esta é possibilidade do próprio pensamento. Coisas pensadas são coisas ditas, postas em linguagem. Não podemos pensar o que não se pode dizer, o que não podemos nomear. Nomear é conhecer. Dizer é criar. A palavra é criadora e instauradora da realidade. Não significa isto que não exista uma realidade que supera a linguagem, que supera mesmo a possibilidade de a dizer, pelo menos, na sua totalidade.
A cessação da palavra na procura do silêncio absoluto corresponde ao início do niilismo. A palavra escrita, dita ou pensada só admite o mistério, enquanto nele se pode falar. Não admite o nada enquanto este significa um posicionamentos existencial niilista.
O silêncio não é uma atitude solipsista. Enquanto escuta o silêncio abre-se a uma alteridade. O silêncio – enquanto tomada de posição num diálogo vivo – é escuta. Se é escuta, é escuta de alguma coisa que nos é dita e se existe alguma coisa dita, é dita por alguém. Neste sentido, o silêncio é escuta dialogante – supõe interrogações, supõe respostas, supõe diálogo com uma alteridade. Supõe relação.
O silêncio considerado como um voltar-se sobre si mesmo, conduz primeiro à consciencialização que sou habitado por uma presença, que me faz descobrir o que sou e ao mesmo tempo potencia o que sou. O silêncio é, por isso, um posicionar-se diante de uma presença, ao mesmo tempo que supõe uma linguagem do pensamento, que é atitude de escuta e de abertura fundamental ao diálogo com a alteridade sem anulação do mistério. O silêncio consiste, quando não cai no vício de um solipsismo niilista, numa diálogo interior com um Outro que me habita. No entanto, em última instância o silêncio supõe o abandono de um tipo de linguagem – daquela que está estruturada e fechada em conceitos, em linguagens fixas e fixistas – para dar lugar à espontaneidade, entendida como posição de escuta que é abertura e possibilidade do espanto. Supõe um estarmos “nus”. Não há silêncio absoluto – existe um silêncio dialogante que é uma forma de linguagem.
Dito de forma simples, o silêncio consiste em posicionar-se num diálogo que consiste primeiramente na atitude de escuta – de alguma coisa que vem ao encontro do que sou – e em seguida numa resposta positiva (ou não) ao que escutei. O silêncio consiste num ‘aqui estou’. O silêncio, mais uma vez, não pode ser silenciado. O silêncio é “ruído” interior – palavra escutada e palavra dita. O silêncio é a relação e posição dialogal entre um ‘eu’ e um ‘Outro’.


Luís Marques (deixa o teu comentário)