quarta-feira, 9 de maio de 2007

é / não-é

a Albert Camus


Sentido ou sentidos? Até onde e porquê?
Sentido insentido, sentidos sem (ou cem) sentidos
Sentido consentido e com sentido
Vale a pena sentir o sentido? E viver?

Viver!? Morrer!? Palavras, pão – até onde e porquê?
Drama, absurdo, loucura, não-lugar
Felicidade, com-paixão, sabedoria
Escuridão, luz ou trevas – morte ou vida!

Esperança ou desespero! Princípio do fim
Fim do princípio – ilusão-desilusão
Ilusão da ilusão e desilusão por
Não haver ilusão

Sentido = ! Construção
Reprodução, criação, imaginação
Limite ou limiar, além ou para-além de!
Filosofia, teologia, poesia – sen(m)tidos???

O mesmo que não-haver-ser, sendo!
Absurdo, niilismo, vacuidades, paraísos
Eternidades e beatitudes
E no fim? Nada ou o nada que é tudo!

Teo-logia, filo- sofia, re-velação
Aspiração, transpiração – cadáveres cultos
Novíssimos do homem – morte e hora in-certa
Juízo rigoroso, céu (tudo), inferno (nada) para todos

Em-palavráveis ou in-palavráveis?
Nas palavras ou em palavras?
Linguagens, semânticas, a-realidades
Ficções, mitos e teorias

Meta-físicas, meta-teo-logias, meta-filosofias
O que sobra? Nada? O vazio? Tudo? Eternidades eternas
Presentes sem fim? Fim ou infinito?
Logos... fiat... enticidades

U-topias, ilusões, re-velações
Mistérios incompreensíveis, empalavráveis
i-lógicos ou sem-logos – sem realidade
absurdo ou Absoluto!

Luís Marques (deixa o teu comentário)

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